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Um banquinho, um violão ...: 50 anos de Bossa Nova.



Há exatamente cinqüenta anos atrás, em 1958, era lançado o LP Canção do Amor Demais, gravado por Elizeth Cardoso, com músicas de Tom Jobim e letras de Vinícius de Moraes, o "poetinha".

Esse LP é considerado o marco inicial da Bossa Nova, ritmo "legitimamente" brasileiro, por que duas canções - as famosas Chega de Saudade e Outra Vez, cujo o acompanhamento de violão foi feito pelo ilustre, e cada vez mais recluso, João Gilberto - introduzem "aquela" batida, uma mistura de samba e jazz, mais tarde identificada como Bossa Nova.

Foi entre os jovens cantores e compositores da Zona Sul carioca, influenciados pelo jazz norte-americano de Dick Farney, Johnny Alf e Tito Mardi, que o novo ritmo começou a se consolidar.

Mas, a expressão "Bossa Nova" aparece, ou melhor, é cunhada pelo o que seria um dos seus representantes maior, o cantor e compositor Tom Jobim, na letra da música Desafinado.

Estava pronta, portanto, a nova sensação musical da época, um ritmo que pegava um pouquinho do samba e do jazz, cujas letras, apesar de mais elaboradas, eram ligadas ao cotidiano, à valorização da pausa e cantada numa maneira mais intimista e, também, bem despojada.

Para baixar:

Tom Jobim - Perfil Vol. 1 e 2

Vol. 1

01. Corcovado - João Gilberto, Astrud Gilberto,…
02. The Girl from Ipanema - Astrud Gilberto, Stan Getz
03. Água de Beber - Astrud Gilberto, Marty Paich…
04. Chega de Saudade (Instrumental)
05. Pela Luz dos Olhos Teus - Miúcha e Tom Jobim
06. Só Danço Samba
07. Surfboard (Instrumental)
08. Dindi
09. Se Todos Fossem Iguais a Você (Instrumental)
10. How Insensitive (Insensatez) - Sting e Tom Jobim
11. Luiza
12. Querida
13. Valse (Instrumental)
14. Anos Dourados (Instrumental)

Vol. 2

01. Águas de Março - Elis Regina e Tom Jobim
02. Só Tinha de Ser com Você - Elis Regina e Tom Jobim
03. Vai Levando - Miúcha e Tom Jobim
04. Samba de Uma Nota Só (Instrumental)
05. Desafinado
06. O Amor em Paz (Once I Loved) (Instrumental)
07. Meditation (Meditação) (Instrumental)
08. Wave
09. Blue Train (Trem Azul)
10. Two Kites
11. Chanson Pour Michelle (Instrumental)
12. O Rio da Minha Aldeia
13. Cavaleiro Monge
14. O Tempo e o Vento (Passarim)

http://rapidshare.com/files/29903077/Tom_Jobim_-_Perfil_Vol.1_-_2007_-x.rar
http://rapidshare.com/files/29879402/Tom_Jobim_-_Perfil_Vol_2_-_2007_-x.rar

"A irrelevância da música", por Por Matheus G. Bitondi




Geralmente, quando se fala de música, é ela própria o que menos importa. Por mais paradoxal que possa soar esta afirmação, ela é plenamente verificável em qualquer discussão a respeito do assunto. Seja na informalidade de uma mesa de botequim ou na mídia mais especializada, há quase sempre uma série de fatores que se sobrepõem ao dado sonoro, obstruindo sua apreciação.

Esta constatação beira a obviedade quando levamos em conta a chamada música pop, com objetivos mais comerciais do que quaisquer outros relacionados à estética ou à criatividade. Ao ouvirmos ou lermos algo a respeito, podemos facilmente identificar uma longa lista de fatores tratados com maior grau de interesse do que aquilo que deveria estar em primeiro plano quando se fala de música: o som.

Foca-se geralmente em aspectos visuais, como figurinos, efeitos pirotécnicos e performances teatrais nos shows. Dados do comportamento e da personalidade do artista, como suas opiniões políticas, seu temperamento e, principalmente, problemas com álcool, drogas ou com a polícia, também parecem importar muito mais do que sua música. E há interesses ainda mais bizarros a serem postos em primeiro plano, como, por exemplo, determinadas características anatômicas do artista.

Com pretensão científica, divide-se ainda esta música em estilos, tais como hippie, punk, heavy metal, grunge e emo. Porém, quando se questiona a respeito das diferenças entre esses estilos, as respostas são automáticas em versar sobre roupas, penteados, ideologias duvidosas e, com muita freqüência, tal “atitude”, cujo significado ninguém é capaz de objetivar.

Seria de se esperar, porém, que a abordagem fosse diferente quando se trata da música erudita, normalmente isenta de tantos apelos comerciais. Contudo, não é o que acontece. A mesma “celebrização” de seus personagens está sempre a obumbrar o interesse das obras.

No caso dos compositores, isso se dá no mais das vezes pela criação de mitos trágicos -e geralmente não comprováveis-, envolvendo suas biografias. A figura do autor está sempre acima da obra. Ao ouvi-la, parece ser mais importante diagnosticar a heróica surdez de Beethoven, a genial loucura de Mozart ou a martirizada homossexualidade de Tchaikóvski do que captar as principais idéias musicais e desvendar o desfecho dramático do discurso.

Outra coisa que induz o ouvinte a uma escuta completamente passiva é o status de “gênio” conferido a muitos compositores. O entendimento de uma obra musical como produto de um intelecto superior incute certo medo e humildade excessiva, principalmente nos ouvintes leigos, que acabam por abordar a música como algo extremamente especializado, distante de sua realidade e de sua compreensão, e completamente inatingível, como uma daquelas fórmulas matemáticas dificílimas ou uma teoria física por demais abstrata e incompreensível.

Em se tratando dos intérpretes, é geralmente o virtuosismo que se interpõe entre o ouvinte e a música. Assim como o compositor gênio, um virtuoso em seu instrumento pode chegar a adquirir a mesma aura sobre-humana. Estando ele nessa condição elevada, acuam-se todos os mortais comuns na única posição apropriada ao contato com divindades: a da veneração cega –e surda. Tem-se, então, uma unanimidade. E, neste contexto, a música se transforma em mero pretexto para o exibicionismo.

Um músico que tenha alcançado este almejado título certamente lotará as salas de concerto e receberá aplausos do público e elogios da crítica, mesmo que não tenha praticado seu instrumento com muito afinco nos últimos tempos... ou que toque o mesmíssimo repertório há anos... ou que a peça interpretada tenha sido uma versão simplificada de “Atirei o Pau no Gato”. Fato é que o som que emana do palco não faz lá muita diferença, comparada à simples presença do instrumentista virtuoso.

Esta situação pode ser ainda mais cômica se o virtuoso em questão for uma criança. Absolutamente, não há obra musical no mundo que mereça mais atenção do que uma criança de seis anos trajando um pequeno fraque e movendo seus dedos no palco. A ternura de tal visão é ensurdecedora! E o espetáculo adquire um caráter muito mais circense do que musical: emocionamo-nos com o “incrível menino violinista”, assim como nos emocionaríamos com o “incrível cãozinho falante”, sem darmos a menor importância para o que e como toca o menino ou para o que diz o cachorro.

Seria também de se esperar que a crítica especializada não fosse tão facilmente ludibriada em suas abordagens musicais por essas questões de outras ordens. Mas exemplos não faltam para nos mostrar como alimentamos de falsas expectativas.

Há alguns anos, por ocasião do 80º aniversário de Pierre Boulez, destacado regente e um dos compositores mais relevantes dos últimos 50 anos, a revista “Veja” dedicou duas páginas para resenhar três CDs que enfocavam sua obra. Pelo texto, podia-se saber a respeito da opção sexual de Boulez, dos apelidos que ele costumava receber dos músicos por ser um regente muito rígido e de boatos acerca de um suposto mal uso de verbas que recebera do governo francês. O texto não trazia, porém, nem uma linha sequer a respeito da música contida nos CDs. O ouvinte que não se interessasse por fofocas não poderia tirar da resenha nenhuma dica para auxiliá-lo na decisão de adquirir ou não os discos.

A mesma cobertura estrábica foi conferida à morte do violoncelista russo Mstislav Rostropóvitch, em abril do ano passado. A maior parte dos meios de comunicação dava destaque à sua posição política anti-soviética durante a Guerra Fria, ao seu exílio nos Estados Unidos e ao auxílio que deu a outras vítimas do regime. Nada se falou a respeito de suas interpretações ou do vasto repertório para violoncelo que só existe porque foi encomendado a diversos compositores, interpretado e gravado por Rostropóvitch. A partir desse enfoque da mídia, algum desavisado certamente entenderia que falecera um ativista político ao invés de um músico.

O exemplo mais patético, contudo, vem da TV Cultura, que mesmo assim vangloria-se de ter uma tal de “responsabilidade cultural”. Quando da morte do compositor alemão Karlheinz Stockhausen, em dezembro passado, o “Jornal da Cultura” noticiou o fato destacando a aparição do rosto do falecido compositor na capa do disco “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. Além dessa capa, a reportagem mostrava trechos de apresentações da banda inglesa e as tradicionais tietes ensandecidas externando seus aparelhos fonadores.

Mais uma vez, não havia sequer uma menção à música de Stockhausen, ou à sua importância para as várias revoluções que se deram na linguagem musical a partir dos anos 50, ou ainda ao seu pioneirismo na composição de música eletrônica. Algum espectador que perdera o início da reportagem deve ter concluído que o defunto em questão era algum membro dos Beatles. Até a música que servia de trilha para a matéria era dos Beatles, num raro e lamentável exemplo de como até mesmo a música pode servir para tirar a música do centro da questão!

Diante desses numerosos casos de ouvidos desfocados, chegamos à conclusão de que, ao contrário do que dizem os números e as vendas, a música ocupa um espaço ínfimo na vida da maioria das pessoas. Analisando com um pouco de cuidado, podemos perceber que quase todo o tempo que cremos dedicar à música é, na verdade, preenchido por fofocas, histórias fantasiosas, comportamentos e roupas da moda, seres sobrenaturais e imagens muito mais captadas pelos olhos do que pelos ouvidos.

Publicado em 27/3/2008
Matheus G. Bitondi É compositor, mestre em análise musical pela Unesp.

'Viva La Vida' é o novo CD do Coldplay (Yahoo! News)


A banda britânica Coldplay batizou seu novo álbum de "Viva La Vida or Death And All His Friends". O disco será lançado pela Capitol Records no dia 17 de junho.

A produção de "Viva La Vida" ficou por conta de Brian Eno (um dos responsáveis pelo sucesso "The Joshua tree", do U2) e Markus Dravs. O álbum é composto por dez faixas novíssimas, gravadas em Londres, Barcelona e New York .

"Viva La Vida or Death And All His Friends" sucede o álbum X&Y, que vendeu 10 milhões de unidades desde seu lançamento em 2005.

Confira as músicas do novo CD do Coldplay:

1. Life In Technicolor
2. Cemeteries Of London
3. Lost!
4. 42
5. Lovers In Japan/Reign Of Love
6. Yes
7. Viva La Vida
8. Violet Hill
9. Strawberry Swing
10. Death And All His Friends

HeartsRevolution






Saiu no N.Y. Times:

"The founding duo is boy/girl combo Ben and Lo. Rather cryptically, according to their MySpace, he plays "invisible weapons" whilst she "glows in the dark". Interesting, interesting. Furthermore, they are joined by a live drummer by the name of Prince Terrence (formerly of Baltimore rude bois Spank Rock) and, I kid you not, a stage visual director in the form of London art school student Kate Moross."

Tipo de Som: electro-pop-come-neu-punk (!!!)
O som é "divertoso" e como disse o NYT: Interessante, interessante. Vale a pena conferir, no site da banda vc pode receber as newslettres e no myspace tem bastante coisa pra ouvir e baixar, como gifs animadas e banner da banda.

No My Space: http://www.myspace.com/heartsrevolution


Forgotten Boys


Forgotten Boys é uma banda de rock formada em São Paulo na decada de 90, influenciada, basicamente por Ramones, Iggy Pop, Johnny Thunders e MC5.


Integrantes


Site Oficial: http://www.forgottenboys.com.br/





















Vanguart


Vanguart é uma banda de folk rock formada no ano de 2003 em Cuiabá, Mato Grosso, pelo vocalista e violonista Helio Flanders.


ouça Vanguart:

www.myspace.com/vanguart


www.tramavirtual.com.br/vanguart


veja Vanguart:


www.fotolog.net/vanguart


MP3 da música "Cachaça" (vídeo): http://www.4shared.com/file/38190435/769875b5/04-vanguart-cachaca-100real.html?s=1

Especial "The Verve"


(Last.fm)- The Verve (originalmente Verve) foi formada em Wigan (1989), na Inglaterra, tendo como integrantes Richard Ashcroft (vocalista/guitarrista), Nick McCabe (guitarrista), Simon Jones (baixista) e Peter Salisbury (baterista).


Apesar de a banda ter se formado em 1989, apenas em 1992 foi lançado seu primeiro trabalho, entitulado apenas de “Verve EP”, disco que não chegara na época ao Brasil.Pouco tempo depois, em 1993 é lançado “A Storm in Heaven”, com destaque para os singles “Blue” e “Slide Away”. Ao mesmo tempo, nessa época, encontraram em turnês uma outra banda que também iria explodir mais tarde, que foi o Oasis.


Nessa época Richard Ashcroft e Noel Gallagher ficaram bastante intimos, rendendo mais tarde em homenagem a Richard Ashcroft a música “Cast no Shadow” do álbum “(What’s the Story) Morning Glory?” do Oasis.Em 1995 é lançado o álbum “A Northern Soul”, com destaque e sucesso muito maior que os anteriores, tendo como single as músicas “This is music”, “On Your Own” e “History”. Apesar da grande qualidade do álbum, a essas alturas o estilo BritPop havia tornado-se muito forte, e uma “briga” entre Blur e Oasis chamou para si muito da atenção da mídia.Somente em 1997 o The Verve conheceria o seu auge (e o seu fim).


“Urban Hymns” foi um álbum com marcantes violinos em diversas músicas e o apogeu da banda. A música “Bitter Sweet Symphony” representou toda a conturbação vivida pela banda. Acusada por Mick Jagger de plagiar um “sample” e a expressão “Bitter Sweet Symphony” a banda acabou perdendo na justiça todo o direito de criação dela, recebendo então Mick Jagger os “royaltes” referentes ao uso e execução da música. Teve como “single” ainda as músicas “The Drugs Don’t Work”, “Lucky Man” e “Sonnet”.


Desgastada por brigas internas e pelo próprio sucesso, a banda e os fãs viram aos poucos o seu fim chegando, e em Abril de 1999 o seu fim oficial. A partir de então Richard Ashcroft seguiu com carreira-solo e Simon Tong foi integrado ao Blur.Em Novembro de 2004 foi lançada uma coletânea - “This is Music: The Singles 92-98” junto com duas músicas inéditas: “This Could Be My Moment” e “Monte Castelo”.Em 26 de junho de 2007, a volta da banda foi anunciada por Jo Whiley na BBC Radio 1.


Um novo álbum tem lançamento previsto para o final do verão de 2007 (no hemisfério norte) coincidindo com uma turnê em novembro de 2007. A turnê começa em Glasgow em 2 de novembro e inclui apresentações na “The Glasgow Academy”, “The Empress Ballroom” e “London Roundhouse”.[1] Em um anúncio a banda afirmou voltar “pelo prazer da música”.











Albúm:

Urban Hymns

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Os melhores albúns britânicos, vc concorda?






LONDRES (Reuters) - A banda Oasis ficou com os dois primeiros lugares numa pesquisa sobre o melhor álbum britânico dos últimos 50 anos, superando clássicos dos Beatles, Rolling Stones e Pink Floyd.






O álbum de estréia da banda de Manchester, "Definitely Maybe", liderou a pesquisa feita para a revista Q e a HMV, e seu segundo álbum, de 1995, "(What's The Story) Morning Glory?", foi o segundo colocado.







Os Beatles ficaram com cinco dos 50 primeiros lugares, com "Revolver", "Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band", "Rubber Soul", "Abbey Road" e "The White Album".







Os Rolling Stones entraram na lista apenas com "Exile on Main Street" (48o colocado) e "Let It Bleed" (50o).







"Dark Side of the Moon", do Pink Floyd, um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, foi o nono na lista.







O editor da Q, Paul Rees, comentou: "Está claro que, por ter recebido três vezes mais votos que qualquer outro grupo, o Oasis é a banda mais amada do país".











Seguem os primeiros 20 colocados da lista:



1) Definitely Maybe -- Oasis



2) (What's the Story) Morning Glory? -- Oasis



3) OK Computer -- Radiohead



4) Revolver -- Beatles



5) The Stone Roses -- The Stone Roses



6) Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band -- Beatles



7) London Calling -- The Clash



8) Under the Iron Sea -- Keane



9) Dark Side of the Moon -- Pink Floyd



10) Urban Hymns -- The Verve



11) The Bends -- Radiohead



12) Abbey Road -- Beatles



13) Hopes and Fears -- Keane



14) Don't Believe the Truth -- Oasis



15) Violator -- Depeche Mode



16) The Queen is Dead -- The Smiths



17) A Night at the Opera -- Queen



18) Whatever People Say I Am, That's What I'm Not -- Arctic Monkeys



19) The White Album -- Beatles



20) Never Mind the Bollocks... -- Sex Pistols






A lista dos Top 50 está em www.q4music.com.


"UM NOVO PASSADO VEM AÍ"

(Por: Rodrigo James é publicitário, assessor de imprensa, membro da Alto-Falante crew, lê, ouve, fala, vê e respira cultura pop.)

Algum de vocês conhece a teoria das "duas décadas de separação"? Talvez conheçam, saibam que ela existe, mas pode ser que não tenham se dado conta. Segundo esta teoria, os revivals das décadas passadas acontecem com 20 anos de separação. Ficou complicado? Então acompanhem os exemplos: na década de 1990 o mundo viveu uma febre de redescobrir as plumas, paetês e os clássicos da disco music, produzidos na década de 1970. Já nos primeiros dez anos deste primeiro século, o foco foi a década de 1980 e tudo o que isto significa (para o bem ou para o mal).

Pois então, nada mais natural do que uma revival dos anos 1990 a partir de 2010, não acham? Impulsionados pela onda de revisionismo dos anos 1980 que reinou nesta década, os artistas que tiveram seu auge na década seguinte parecem ter acordado e clamado por sua fatia deste bolo. E elegeram o ano de 2008 como o marco inicial deste processo. Artistas-chave para se entender o que aconteceu no período compreendido entre 1990 e 1999 (e que se encontravam "adormecidos") como The Verve, Portishead e Massive Attack já estão com trabalhos inéditos engatilhados para este ano, enquanto um dos grandes termômetros desta onda de revivals - o festival Coachella, realizado anualmente na Califórnia, nos Estados Unidos - já anuncia a presença da seminal banda My Bloody Valentine, reunida especialmente para este show. Só lembrando, o Coachella é conhecido por promover retornos aos palcos de artistas que já haviam passado para a história. Foi assim com o Jesus & Mary Chain e o Rage Against The Machine no ano passado, como já havia sido com Gang of Four e Iggy and the Stooges em anos anteriores.

E a onda não pára por aí. Já ouviu falar de uma banda chamada Oasis? Se não ouviu, com certeza você esteve fora do planeta na tal década. As brigas e opiniões pra lá de controversas dos irmãos Gallagher fizeram a alegria dos tablóides britânicos e contribuíram para que sua banda fosse uma das grandes daquela época. Pois bem, apesar de nunca terem feito uma pausa em sua carreira, o Oasis já anuncia para 2008 um novo disco. Coincidentemente no mesmo ano que pode marcar a volta ao disco da banda que disputava com eles o título de principal nome do chamado Britpop: o Blur. Damon Albarn abandonou seus projetos paralelos (Gorillaz, The Good The Bad and The Queen), se reconciliou com o guitarrista Graham Coxon e promete um novo disco para este ano. Nada mais 1995 do que isto.

Achou pouco?

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