Feliz "dia do professor"!

professor 

Quem nunca teve um professor mala, sádico, carrasco e/ou frustrado, que atire a primeira pedra! Eu tive vários, mas nenhum, nem mesmo meu antigo orientador da pós-graduação ( o cara é uma espécie de Dr. House sem muletas) chegou aos pés da famigerada professora ¨Bia¨.

Estudei toda minha vida em escola pública, exceto o período que fiz curso pré-vestibular. Todos que já estudaram numa escola municipal ou estadual, como eu, sabem que a rotina desses profissionais é muito barra pesada:  a jornada de trabalho é intensa, as salas de aula são cheias, os salários são péssimos e muitas vezes sobra trabalho para casa e para os finais de semana! Sem falar que quando chegamos em casa, no caso das mulheres, ainda tem os filhos, o marido e a casa.

A "Dona Beatriz", minha professora da segunda série do Ensino Fundamental, no entanto, estava prestes a deixar de comer o pão que o diabo amassou e entrar no tão desejado mundo da aposentadoria. Faltava apenas um ano para sua aposentadoria e, por isso, a diretora da minha antiga escola resolveu agraciá-la com uma classe mais sossegada, mais tranqüila e de fácil controle, bem longe da bagunça, das pirraças e das mal-criações púberes dos alunos do Ensino Médio. Ela era, na verdade, professora de matemática no Ensino Médio. Não tinha, portanto, muito traquejo com os alunos mais novos, nem aquele ar carinhoso, paciente e maternal que as "tias" costumavam ter.

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Definitivamente, não tinha. Me lembro bem da primeira aula. Apesar de ter apenas 8 anos, eu consegui absorver muito daquela aula inaugural, na qual ela explicou tudo isso que eu já escrevi até agora e completou que seria muito interessante e "gratificante" se toda a classe "colaborasse" para que seu último ano como professora fosse tranqüilo. Assim, bem na lata, bem direta, bem "Dona Bia"!

Depois, ainda, explicou algumas regras de como deveríamos nos comportar em suas aulas e como deveríamos tratá-la (as palavras não foram exatamente essas, mas depois de anos e anos remoendo esse período traumático, foi o que pude salvar em minha memória):

- Nada de canetinhas coloridinhas, glitter ou outro frufruzinho. Esse recado é para as garotas: caneta vermelha ou qualquer outra cor parecida com vermelho, só eu posso usar! E já está mais do que na hora de vocês usarem caneta, né? Lápis só será aceito para rascunhos e na hora de resolver as continhas, porque o resultado tem que estar  caneta! Preta ou azul.

- Eu acho que todo mundo aqui já é bem grandinho e pode cuidar do próprio material. Não vou ficar verificando material de nenhuma criança relaxada! Nem espero ter que mandar biletinho para os pais, por favor!

- Como não sou parente de ninguém aqui nessa sala, não quero que me chamem de "Tia Bia". Só Bia, ou Beatriz, está de bom tamanho. Quem quiser pode me chamar de Professora. Tia, não! Não sou irmã da mãe de ninguém aqui, não é mesmo?

Depois de tanto tempo e escrito dessa maneira, o episódio se mostra bem cômico! Na época, claro, foi um pouco mais assustador: acabei tirando minha primeira nota vermelha, um "D" em matemática, o que levou minha mãe a me colocar para fazer aulas particulares. Até que eu gostei, tirando o fato que eu tinha que fazer a tabuada do 2 ao 9, dez vezes cada uma, por ido mal na prova oral de matemática da professora Beatriz!

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God Save Teacher Bia!

Feliz dia do professor!

5 comentários:

Antonio Carneiro disse...

depois dos posts bilingues, os posts biblogs, hehe!

Carol K. disse...

Pôxa, tonho! Vc não perdoa, heim???? vou colocar um monte de link do NE, tá bom assim?

César A. disse...

Carol, tem um desafio para o Akemi e para o News lá no FT.

beijocas

César A. disse...

Carol, tem um desafio para o Akemi e para o News lá no FT.

beijocas

Kosh disse...

Eu nunca tive uma professora parecida com aquela da primeira foto :-(